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JAIME E O ATEU
Jaime era um orfãozinho que morava com uma tia velha e maliciosa.
Era tão mesquinha, que não lhe dava bastante alimento. Não gostava
de cuidar dele. Podia ver pelo rosto dela que não amava ao nosso
Senhor Jesus Cristo. Jaime dormia num quarto miserável do 2º andar
da casa desta tia.
Uma noite, enquanto ele dormia, a casa incendiou-se. A casa era
muito velha e construída de madeira, e por isso queimava-se
rapidamente e com facilidade como se fosse palha. O alarme soou na
vila. Pouco depois alguns homens com estopas molhadas e baldes de
água corriam no local, fazendo todo o possível para apagar o fogo.
Enquanto trabalhavam arduamente para vencer as chamas, ouviu-se o
grito de um menino atemorizado e a chamar: "Socorro!", vindo da
janela do quarto do 2º andar. Erguendo os olhos, viram Jaime ali na
janela, mas ninguém estava pronto para arriscar a vida para
salvá-lo. Aquele que tentasse, poderia ser queimado severamente, e
talvez ser levado à morte.
Naquela vila morava um homem que era ateu. Sempre dizia ao povo que
não acreditava em Deus, nem em Jesus Cristo, nem na Bíblia como a
Palavra de Deus. Quando viu o rosto de Jaime na janela, rapidamente
subiu pelo cano que passava perto da janela. Quando chegou ao nível
da janela estendeu seu braço forte, tirou Jaime das chamas e,
agüentando o calor intenso do fogo, levou Jaime até o chão. O ateu
sofreu queimaduras nas mãos, mas a tia de Jaime por causa das
terríveis queimaduras que sofrera, morreu. Isto deixou Jaime sem lar
mais uma vez. O povo da vila não podia imaginar o que iria acontecer
com ele.
Um pastor levou o menino à casa dele e disse ao povo que se alguém
quisesse adotá-lo que viesse à casa dele num determinado dia. Entre
outros que vieram para adotar a criança, havia um casal chamado
Souza. Não tinham filhos em casa e queriam adotar Jaime. Mas
enquanto a Sra. Souza falava com Jaime e pedia que viesse morar com
ela na sua casa como seu filho, o ateu apareceu na porta. Depois de
entrar a convite do Pastor, explicou-lhe que queria convidar Jaime
para morar com ele. O pastor, sabendo que o casal Souza falaria ao
menino a respeito de Jesus Cristo e faria todo o possível para que
Jaime o aceitasse como seu salvador, queria que eles, o casal, e não
o ateu, adotassem o menino. O ateu falava pouco, mas enquanto se
aproximava de Jaime e da Sra. Souza, começou a descobrir a mão
esquerda, e tirar as ataduras e o homem mostrou as feridas e disse:
"Não queres vir ser meu filho?". E Jaime, vendo a mão queimada e
ferida, correu para o homem, abraçou-o e disse-lhe: "Quero ir com o
Sr. E ser seu filho, porque a sua mão foi queimada em favor de mim".
Ninguém podia negar que o salvador do menino tinha o 1º direito
sobre ele. Assim, o pastor juntou a roupa de Jaime, e ele foi para a
casa do ateu, pois sabia que ele o amava.
Jaime e seu novo pai tiveram tempos maravilhosos juntos: brincavam,
pescavam no rio perto da casa, passeavam nas florestas, etc. Nada,
entretanto, foi dito a respeito do Senhor Jesus. De fato, nenhuma
palavra foi mencionada a respeito de Deus, o Pai. Nenhuma "ação de
Graças" foi dada à mesa quando se assentavam parar comer.
Um dia, fez-se na vila uma exposição de pinturas. Os quadros foram
pendurados na parede do grande salão da prefeitura. Pessoas vieram
de longe para apreciar as pinturas maravilhosas, e Jaime, com seu
pai, foi examinar cada quadro. O pai explicou-lhe cada uma té chegar
perante um quadro especial. Tentou passar despercebido por ele e
explicar-lhe o outro junto além; mas Jaime ficou preocupado e
desejou ver toda aquela pintura especial. Assim voltou e perguntou
ao pai: - "Por que estão os cravos nas mãos e pés deste homem?" - "E
por que as pessoas estão chorando tanto?". O ateu, reconhecendo que
não podia evitar as perguntas do rapaz replicou: - "Pois bem, em não
creio na história, mas é isto que me contaram acerca do homem neste
quadro. "Muitos anos atrás, quase 2000 anos, uma multidão estava de
pé em frente a um grande edifício do governo de Jerusalém, uma
cidade na terra da Palestina. Pilatos, o governador, julgava um
homem e achava que não era culpado, mas inocente. Levou o homem para
fora do palácio e disse: - Não acho culpa nele. Vou castigá-lo ou
libertá-lo?!. Era costume para o governador daquela época, uma vez
por ano, perdoar ou libertar um criminoso: o preso que o povo
pedisse. Assim Pilatos indagou ao povo: - Quem quereis que vos
volte? Barrabás ou Jesus, o que se chama Cristo?. E enfurecida a
multidão clamava: Crucifica Jesus. Crucifica-o! Crucifica-o!
Crucifica-o!
Pilatos, por causa disso mandou açoitar a Jesus. Os soldados,
zombando, colocaram uma coroa de espinhos na cabeça de Jesus, que
fez com que o sangue corresse. Cuspiram-no na cara, e deram-lhe
pancadas e varadas. Mas durante tudo, o homem não fez nenhum esforço
para defender-se. Por último, colocaram sobre os ombros de Jesus uma
cruz pesada e o levaram para ser crucificado no lugar chamado
calvário. Ali cravaram suas mãos e seus pés. Levantaram a cruz e
deixaram-no cair num buraco. Por cima da cabeça, escreveram estas
palavras: "ESTE É O REI DOS JUDEUS". Essa Jaime, é a história, mas
eu não acredito nela. Assim, o pai e o filho continuavam a andar,
olhando a cada quadro até que chegaram ao ponto por onde tinha
começado.
Jaime, intrigado com toda aquela história, rogou ao pai, no caminho
para casa, que contasse a história de novo, e outra vez quando
estava para se deitar. Antes do ateu deixar o quarto da criança,
Jaime lhe disse: - "Papai, as mãos feridas do homem me fazem pensar
em suas mãos queimadas e de como o senhor sofreu por mim para me
salvar".
O que o menino dissera ficou na mente do pai por muito tempo e não
pôde conseguir dormir bem naquela noite. Lembrou-se daquele dia em
que fôra a casa do pastor para pedir Jaime para si. Imaginava quão
terrível teria sido se Jaime não desse valor a mão ferida e tivesse
recusado se tornar seu filho. Não agüentava tal pensamento. Ele se
feriu por Jaime, arriscou a sua vida para salvá-lo e mesmo assim
Jaime não era forçado e acompanhá-lo; podia ter escolhido ir com o
casal Souza. Quão contente estava ele, porque resolvera tornar-se o
seu filho. De repente tornou-se triste, porque DEUS lhe fizera
entender que apesar do fato de Jesus ser ferido por ele, mesmo
crucificado pelos seus pecados, ainda recusava se fazer um filho de
Deus.
Deus trouxe-lhe a memória alguns versículos da Bíblia que aprendera
quando era menino: "Todos pecaram e destituídos estão da glória de
Deus"; "Cristo sofreu por nós"; "Aquele que não foi achado escrito
no livro da vida foi lançado no lago de fogo"; "Porque Deus amou ao
mundo de tal maneira que deu seu filho unigênito para que todo
aquele que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna".
Deus o convenceu de tal maneira de sua incredulidade, que ele
ajoelhou-se ao lado da cama e aceitou a Jesus Cristo como o
salvador. Agora ele estava alegre. Pouco depois, Jaime, também,
aceitou a Jesus como seu salvador. E os dois foram feitos filhos de
Deus. Porque creram no Seu Nome.
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