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QUEM É ESSE QUE PASSA?

Esses dias escrevi algumas palavras sobre o profeta Eliseu em sua investida ao encontro da duplicada unção, como vemos em II Reis cap. 2. E antes de começar a escrever esta reflexão me veio ao espírito algo muito forte, quando mais uma vez surgiu no cenário o profeta “Eliseu”. Comecei a pensar naquele episódio onde a mulher sunamita comentou com o seu marido: “Tenho observado que este que passa sempre por nós é um santo homem de Deus”. (II Reis cap. 4:9)

Confesso que esta declaração impactou-me em relação ao que as pessoas que nos ouvem e assistem podem e andam falando a nosso respeito. Sem pensar naquelas evasivas: “Ah pastor Wilson é comum, pois até de Jesus algumas pessoas falaram e falam mal!”. “É em árvore que dá fruto que atiram pedras!”. Bem! eu não quero pensar nas atribuições lógicas que podem envolver um fato direta ou indiretamente, estou tentando apenas colher aquela resposta que talvez seja encontrada e aceita nas gavetas mais secretas da alma. Pois, o que falam a nosso respeito é real ou tudo não passa de simples invencionice, demagogia ou suposição? É possível a igreja contemplar um ministro que acrescente cada dia mais em seu cabedal de conhecimento status de um acadêmico pós-graduado, bacharelado, doutor em divindades, etc, e reconheço que em tudo isso está num elevado valor capaz de unir tanto o útil quanto o agradável.

Fico interessado ao pensar nos adjetivos que o mundo, em sua forma, pode estar corretamente aplicando ao nosso estilo de vida. Será que mesmo os mais desgraçados dos especuladores arriscariam dizer aos seus modos: “Ainda conhecemos homens que conhecem a Deus e sabemos onde encontrá-los”. É bom e necessário que a igreja saiba que você é fiel com o seu Manoel da padaria ou com o seu Joaquim do açougue; é bom que saibam que o pastor que lhes prega fidelidade, também é fiel em todas as atribuições que lhe são até estatutárias. Porém, a dona Maria de lenço na cabeça, que na sua simplicidade quase sempre se esconde por de trás dos bancos ou o experiente aristocrata que nos assiste com a mesma perspicácia que lhe pede o mundo secular; estariam falando quando sempre passamos por eles, que somos santos homens de Deus?

Esses dias alguém pelo Paraná afora, desabafou-me o seguinte sobre um seu tal pastor: “Ah eu estou na igreja, consigo ouvir o pastor, mas esse meu pastor é só por Deus, não sei até onde vou agüentar!”.

Mesmo levando em conta as gafes e bolas-fora daquelas ovelhas cegas que não se deixam pastorear, o percentual que ainda resta para propagar a sinceridade do fruto que vêem em nós, não seria motivo de rigorosa preocupação de nossa parte?

“Tenho observado que este que passa sempre por nós é um santo homem de Deus” . Quem poderia aceitar uma declaração desta de alguém que não tenha um tostão ou daquele que tem até um milhão? É certo que para o homem ser conhecido como um homem de Deus ele, primeiramente, precisa conhecer a Deus e o seu poder. Dentre tantos provérbios que tenho escrito, um dia escrevi este: “Que o mundo te conheça como alguém que conhece a Deus!”. Se você fosse um membro comum, certamente, gostaria de ver ao púlpito não só um pastor que conhece a bíblia de Deus, mas, sobretudo, um que conhece o Deus da Bíblia. Não um grande pastor de Deus, mas um pastor do grande Deus, não é?

“Tenho observado que este que passa sempre por nós é um santo homem de Deus” . __Vejo que meu pai, marido, vizinho, patrão ou funcionário é um homem de Deus!”. Isso basta para classificar um homem seja ele quem for em grau, gênero e número. E Eliseu passou a ser chamado pelo povo de todas as camadas como “homem de Deus”. Com certeza esse é o mais alto tributo que se pode prestar a um pastor de nossos dias. Um dia li que um pastor deve ser conhecido com as seguintes qualificações: a força de um touro; a tenacidade de um buldogue; a audácia de um leão; a paciência de um jumento; a operosidade de um castor; a versatilidade de um camaleão; a visão de uma águia; a brandura de um cordeiro; a pele de um rinoceronte; a disposição de um anjo; a resignação de um doente incurável; a lealdade de um apóstolo; o heroísmo de um mártir; a fidelidade de um profeta; a ternura de um pastor de ovelhas; o fervor de um evangelista e a devoção de uma mãe.

Concordo assinando, carimbando e registrando com tudo isso; mas não pode faltar: “Tenho observado que este que passa sempre por nós é um santo homem de Deus”

Que acima de qualquer ativismo, graduação ou postura, o mundo que nos ouve, lê e assiste possa também relatar: “Vemos que esse que passa, ora e prega é um santo homem de Deus”

“Que os homens nos considerem, pois, como ministros de Cristo, e despenseiros dos mistérios de Deus” . (I Cor. 4:1).

Isto já é parte da grande coroa. Amém

Pr.Wilson Thinonin.




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