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A proeza de um Rei que não inventa e nem faz
diferente
Síntese na palavra ministrada pelo pastor Wilson Thinonin
Dos capítulos 17 a 20 do livro de 2º Crônicas, vemos a narração que
envolve um personagem que chama muito a minha atenção. Se não
pudermos aprender com suas atitudes e valores, podemos, no mínimo,
aprimorar nosso conhecimento. Aliás, sempre achei que aprender não
só tem a ver com saber mais, mas se aprofundar no que se sabe.
É muito perigoso quando alguém se encaixa com aquele tipo de gente
que Paulo mencionou: “Aprende, aprende e nunca chega ao
conhecimento” 2 º Tim 3:7.
Verso 1 do capítulo 17 “Em lugar de Asa, reinou seu filho Josafá,
que se fortificou contra Israel”
O comportamento de Josafá é funcional a quem quer se seja. Ele
começa seu reinado se fortificando contra o próprio Israel, que
poderíamos considerar como parentes muito próximos, ou até mesmo
irmãos. Isso me faz pensar no quanto devemos agir com sabedoria em
relação a amizades e até mesmo parentescos quando o assunto é
compromisso com Deus. Aqui eu não quero de jeito nenhum incentivar o
isolamento, mesmo porque a vida cristã deve ser um exemplo de bons
relacionamentos. Mas até que ponto isso deve ser considerado de modo
que não aja detrimento? Quantas pessoas estão muito desarmadas
espiritualmente, e como se fossem flor de pessegueiro, por qualquer
coisa desabam? Você precisa fortificar sua vida diante até do que
parece bom e normal. Nós não fomos tentados em todas as coisas e por
isso é sempre um perigo uma vida que não se atualiza no que toca a
fortificação. Até o vírus dessa gripe muito comum no tempo do
inverno é mutante.
O inimigo no dia-a-dia, como um forte transformista, saberá muito
bem usar métodos capazes de nos levar ao um declínio espiritual via
um tobogã. Israel era vizinho, então precisamos nos fortificar em
relação a tudo o que nos avizinha. Pois, fortificar é “não
negligenciar em tempo algum”, a poderosa armadura de Deus, com todos
os seus componentes. Efésios 6
No verso 2 vemos uma atitude em Josafá que podemos chamar de
prudência. Lemos que ele achou por bem fortalecer cidades já
fortificadas. “ ele pôs tropas em todas as cidades fortificadas de
Judá e estabeleceu guarnições na terra de Judá, como também nas
cidades de Efraim, que Asa, seu pai, tinha tomado”. Isso é muito
forte. Como é fácil deixar como está, pra ver como é que fica. Agora
com Josafá o que está bom tem que ir até o que é ótimo. Quanta gente
boa parou no tempo. Outras ficaram estacionadas nas gloriosas
avenidas da benção. Não procuraram tornar cada conquista ainda mais
solidificada. Alguns, lamentavelmente, caíram na mesmice, a ponto de
suas resistências cederem ao inimigo grandes oportunidades. Aqui
está uma lição de sabedoria, que parte de um rei que quis escrever
sua história num alto teor de equilíbrio.
Claro que isso tudo só poderia partir de alguém que havia se
antecedido a uma pratica capaz de fazer qualquer um decolar
espiritualmente. Ver 3 “O Senhor foi com Josafá, porque andou nos
primeiros caminhos de Davi, seu pai, andou no caminho do Senhor”.
Por andar no caminho do Senhor Josafá recebe instruções para as mais
belas atitudes de conquista que um homem pode obter. Sempre digo que
não é difícil Deus andar com o homem, e sim o homem andar com Deus.
Um homem um dia orou pedindo para que Deus abençoasse o seu caminho,
a resposta de Deus foi essa: “Não vou abençoar o seu caminho, ande
no meu que já é abençoado” No salmo 128:1 lemos que bem-aventurado é
o homem que anda no caminho do Senhor. Sempre é bom imitar quem
andou pelos caminhos de Deus. Josafá não quis exceção a essa regra.
Por isso as portas se lhe abriram. Buscou a Deus. Não sei qual era o
nível de seu QI, mas uma coisa podemos crer, ele resolveu colocar
tudo para funcionar em prol de Deus. É muito perigoso tentar
reinventar a roda ou o quadrado. Isso mesmo, sem rodeiros e
rebuscas, Josafá foi logo no alvo dizendo não a todo tipo de
possíveis pressões e ameaças. Pois assim como vemos nos conceitos
políticos de hoje, situações onde um líder pode ser levado a fazer
vista grossa a tantas coisas injustas, na época aceitar a opinião do
povo, já poderia ser uma boa parte do caminho andado. Mas Josafá
tinha os exemplos de Davi e Saul muito frescos no seu coração, e sua
escolha fez a diferença. Em vez de procurar ouvir o povo, acreditar
que a voz do povo é a voz de Deus, ele rejeitando todos os
paralelos, procura a Deus, provando que esse é o caminho da mina,
onde se acha os grandes tesouros. “O Senhor confirmou o reino nas
suas mãos, e todo o Judá deu presentes a Josafá, o qual teve
riquezas e glória em abundância”. Verso 5
É interessante perceber que Josafá é o tipo de homem que não se
acomoda com as coisas, ele sabe que a limpeza que fizermos na casa
hoje não terá efeito amanha. Sabe a importância de se buscar o pão
de cada dia. “Tornou-se-lhe ousado o coração em seguir os caminhos
do Senhor, e ainda tirou os altos e os postes-ídolos de Judá”. Mexer
com coisas ainda tão aceitáveis pelo seu povo, poderia redundar em
algumas baixas. Na história, poucos líderes se expuseram a esses
riscos. Você sabe sobre Pilatos, não é? É mais fácil lavar as mãos
do que ir contra a opinião do povo. Mas um coração ousado, sabe que
contra a razão, não há razão. Josafá queria mesmo o reino de Deus
sobre Judá e para isso todo o preço seria pago, ainda que a base do
desagrado humano viesse ao chão. Claro que é muito bom sentir o
homem agradado, mas quando isso ocorre em desarmonia com a vontade
de Deus, logo o que se vê é a maldição implantada.
Nos versos 7-9 está o que se deve fazer quando há uma transição de
propósitos. Josafá tira velhos valores, mas logo implanta outros. Já
vi muita gente tirar o diabo, mas não colocar Jesus. Quando Jesus
fala de batalha espiritual logo enfatiza quanto a estratégia de
Satanás em sair, mas ficar sempre espreitando sua velha casa. Se
esta estiver varrida, adornada e vazia e retorno será inevitável, só
que com outros indesejáveis acompanhantes. Mat 12:45. Enquanto
agricultor, pude ver muitas vezes a terra do nosso sítio cheia de
pragas. Isso era e comum em determinadas épocas do ano, quando a
terra estava descansando. Mas, o importante não era o fato de tirar
logo as ervas daninhas, mas implantar as boas. Josafá faz o que você
pode e deve fazer que é resistir o diabo, mas ao mesmo tempo
sujeitar-se a Deus.
Nos versos 10 e 11, há uma gloriosa revelação, onde os inimigos
temem e honram ao Rei. É uma prática inusitada, mas é o que vejo
acontecer com aqueles que levam Deus a sério, reconhecendo-o em
todos os seus caminhos. Pv 3:16. O temor do Senhor neles, é o ponto
culminante, capaz de definir todas as iniciativas da vida. Quanta
gente por ai, achando que se expeli demônios pela capacidade e tempo
de oração. “Ah! Fiquei 40 dias no monte. Agora estou pronto para
encarar qualquer tipo de diabo!” Podemos aprender com essa conduta
de Josafá que quando há obediência na vida de uma pessoa, Deus mesmo
se encarrega de tornar os inimigos por terra. No salmo 81, versos 13
e 14, prova isso “Ah! Se o meu povo me escutasse, se Israel andasse
nos meus caminhos! Eu, de pronto, lhe abateria o inimigo e deitaria
mão contra os seus adversários”.
Não devemos subestimar o inimigo e muito menos o amigo. Nosso amigo
deseja fazer com o homem uma nobre parceria. Sempre que a terra
atendeu esse desafio, o sobrenatural encontrou lugar para mostrar
seus nobres efeitos. Por fim, o que a bíblia relata é que Josafá
prosperava de modo extraordinário sem deixar de fazer sua parte ...
“e edificou fortalezas e cidades-armazéns em Judá. Empreendeu muitas
obras nas cidades de Judá”.
Esse Josafá foi quem fortificava, edificava, ensinava, treinava
homens de guerra e valentes deixando-nos para esse tempo uma
poderosa lição: “A conquista tem um preço, mas sempre a altura
daqueles que a buscam”.
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