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A ERA DAS BUSCAS

Então você concorda que hoje é Natal? Porque é Natal? Vamos dizer que o salão de festa já está decorado com requinte e sofisticação. O dono da festa se mostra empolgado e feliz, conferindo os mínimos detalhes para que nada saia fora do programado. Afinal! O centro das atenções será seu filho querido. Muitos convites foram cuidadosamente enviados e acredita-se que os convidados virão prestigiar o evento com muito prazer. Que felicidade! chegou o momento de se dizer ao seu servo: Agora vá ao até meus digníssimos convidados: e diga-lhes que tudo já está devidamente preparado... Tudo está pronto, cada detalhe em seu lugar. A saborosa e farta comida, o melhor ambiente aconchegante, a melhor recepção pronta para dar um sonoro bem vindo.

Mas depois de algumas horas o servo meio ofegante triste e pálido entra até a presença do seu senhor e começa a narrar-lhe um triste relatório. Meu Senhor, infelizmente, seus convidados não virão! O que? Não acredito! Mas o que aconteceu? Perguntou surpreso. “Bem! Um deles disse que comprou um sitio, o outro também negociou uma junta de boi e um outro falou que por causa de seu casamento não virá. Então meu senhor nunca vi tantas desculpas ao mesmo tempo diante de um tão generoso convite”. “Ah meu querido servo, vamos fazer diferente, já que os primeiros convidados não virão à festa, vamos fazê-la com outros convidados. Faz o seguinte: saia pelas ruas e becos da cidade e convide todos os pobres, alejados, cegos e coxos. Quero que minha casa fique repleta de gente!”

O servo ao fazer como o seu Senhor pedira foi e convidou no atacado todos que encontrou pelo caminho e quando achava que não cabia mais ninguém viu que ainda havia muitos lugares. Isso porém motivou o Senhor a dar uma nova tarefa ao seu servo: “Saia pelos caminhos e atalhos e obriga a todos a entrar, para que fique cheia a minha casa, porque vos declaro que nenhum daqueles homens que foram convocados, provará a minha ceia.

Esta é a parábola da grande Ceia que está descrita no livro de Lucas 14: 15, 24 e retrata a decepção de um pai que vê a festa preparada para o filho quase perder o sentido por causa das esfarrapadas desculpas de gente que preferiu atender outros expedientes.

Hoje é Natal. É claro que banquetes de vários modos serão oferecidos pelo mundo afora. A família se encontra, os amigos se confraternizam, muitas crianças são presenteadas: Afinal é a festa do Natal... Pois bem, qual é o sentido deste Natal? Com quais palavras prestigiaremos o Pai do aniversariante por tão importante benção? Porventura alguma desculpa fará parte do vocabulário? Onde estará o reconhecimento do aniversariante? Vamos nos contentar com o retinir dos sinos e harpas que num Jimg Bell estão mais para Papai Noel do que para o grande anfitrião: o Papai no Céu?

Talvez o amigo secreto foi revelado e o presente aberto com fortes aplausos e assovios, a mesa está mesmo colorida e repleta de pratos suculentos. Mas, mas! por favor onde está o seu coração? Limitado a largueza do sitio, ao galope dos cavalos e as proezas de um enlace matrimonial? Estaria a sua limitada festa substituindo tudo que grande amigo, o Pai da glória elaborou com tanto amor? Ninguém está proibido de comprar sítio, cavalos e casar, mas ninguém deveria rejeitar as prioridades do reino de Deus, que deve ser buscado em primeiro lugar.

Antes de uma parecida dramatização, quero relatar os profundos paralelos que encontramos neste dia com o que narra essa referida parábola da grande Ceia. Primeiro: “Se não há Natal sem papai Noel, pode haver festa de aniversário sem aniversariante? O mundo conseguiu fazer está triste substituição: Tirar de cena a essência do Natal e colocar em seu lugar um velho-garoto propaganda que em vez de subir e reinar nos corações, faz de conta que desce de chaminés, voa de trenós e dá sua fantasiosa gargalhada.

Nesta parábola encontramos 3 convidados apresentando desculpas diante do banquete do amigo que ficou em segundo plano frente a outros negócios. Hoje é natal e o que você está fazendo com o convite recebido? Se o sentido do natal não está sendo levado em conta; se o aniversariante foi colocado num canto, enquanto outras atividades ganharam o lugar que lhe pertence, tenho a dizer que você também está recusando o autêntico convite a mesa do verdadeiro natal.

Podem estar vivendo um profundo natal aqueles cujos corações um dia foi uma singela manjedoura. Foi a humilde manjedoura o referencial que atraiu os reis magos de oriente, através da misteriosa estrela. Quando de algum modo, alguém através de sua vida possibilita que outros se aproximem do Senhor Jesus, esse alguém não só pode viver um natal de 25 de dezembro, mas um natal que dura 365 dias. Quando somos convidados a comparecer numa festa de aniversário, somos despertados a levar a costumeira saudação de felicidades quase sempre acompanhada de uma lembrancinha qualquer. Na festa de hoje o aniversariante não espera ser homenageado com coisas que o tempo apaga, entretanto, ele pede e espera e merece que doamos-lhe o coração como fonte de vida.

Qual poderia ser a nossa desculpa em não se viver o legítimo Natal? Se estamos vivendo neste natal é porque o aniversariante nos ama e com isto lançou-nos o seu amoroso convite... Vinde. Jamais alguém convida um estranho para sua festa de aniversário. Somente pessoas do círculo familiar, amigos e colegas mais íntimos são esperados. Você e eu fomos convidados porque fazemos parte desta família. Embora não merecíamos tal convite, ainda assim Ele nos considera e nos aguarda como seus convidados de honra. Decepcionamos o dono da festa quando não comparecemos com desculpas frias e indiferentes ao seu amor. Esta leitura que fizemos em Lucas 14, apresenta ainda a indignação do dono da festa ao saber da rejeição dos convidados.

Isto o levou-o a tomar uma decisão inesperada: convidar portadores de deficiência, doentes e todo tipo de marginalizados para ocuparem os lugares na mesa. Aqueles que estavam juntos a becos e ruas, caminhos e atalhos agora são convocados à grande ceia

O lugar dos que rejeitam sempre será tomado por alguém que aceita a oportunidade para um banquete sem precedentes. O evangelista João chega a dizer: “veio para o que era seu mas os seus não o receberam, mas a todos quantos o receberam deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber os que crêem no seu nome”. (João 1:11) Quando fui a Israel, não pude deixar de ir até a gruta da natividade em Belém. Para muitos ir até Belém significa tudo ou uma das mais elevadas experiências sobre o nascimento de Jesus. Porém, nenhuma experiência pode superar aquela que podemos ter quando tomamos posse dos valores que estão no banquete do Pai que é mesmo uma tão grande salvação. Como escaparemos nós, se não atentarmos para tão grande salvação. ( Hebreus Cap 2 verso 3)

Enquanto que a gruta da natividade é hoje um monumento cortejado pelo publico turístico mundial como algo histórico, a nossa experiência pode ser algo de renovado poder e vitória se tão somente darmos um sim ao célebre convite daquele que preparou para cada convidado um lugar muito especial ao redor da sua mesa.

Como você está reagindo ao convite?

Pr.Wilson Thinonin

 




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