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Rm 5:5 Ora, a esperança não confunde, porque o
amor de Deus é derramado em nosso coração pelo Espírito Santo, que
nos foi outorgado.
Entre começar e recomeçar há muita diferença
nesse contexto onde vemos coisas começando mal e terminando mal;
começando mal e terminando bem; começando bem e terminando mal;
começando bem e terminando bem. Gostaríamos que tudo começasse bem e
terminasse bem, mas ainda é muito agradável quando, mesmo começando
mal, termina bem.
Paulo, sendo o grande bandeirante da fé, sabia o nível de esperança
que permeava seu ser, por isso receitou-a aos que almejam sair do
normal, avançando para o alvo. Ele quis deixar muito claro a
diferença entre esperança que CONFIRMA de esperança que CONFUNDE.
Já ouvimos que é mais fácil começar do que recomeçar os sonhos,
porém, o problema mesmo, não é nem uma e nem outra coisa quando a
esperança que CONFIRMA está em ação. Muitas são as circunstanciais
que podem confundir a vida de qualquer um se os ingredientes que
Paulo usou forem postos de lado. Essa tal de esperança que não
ofusca, não complica, não confunde, traz em si o poderoso bálsamo
que lubrifica nossa caminhada "AMOR DE DEUS DERRAMADO PELO ESPÍRITO
SANTO".
Como ter a esperança que confirma? Paulo trata nos versículos
anteriores do que podemos e devemos conhecer, possuir e liberar.
Imagina saber sobre o que significa isso: "Justificados,
pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor
Jesus Cristo; por intermédio de quem obtivemos igualmente acesso,
pela fé a esta graça na qual estamos firmes; e gloriamo-nos na
esperança da glória de Deus. E não somente isto, mas também nos
gloriamos nas próprias tribulações, sabendo que a tribulação produz
perseverança e a perseverança, experiência; e a experiência,
esperança.
Isso é mesmo a usina que produz essa esperança capaz de ver o
invisível; sentir o insensível; ver o que Deus vê; ser o que se é no
coração Dele. Com essa esperança não significa que saberemos tudo,
mas pelo menos teremos tudo o que for necessário para dizermos que
tudo podemos Naquele que nos fortalece.
Claro que é possível encontrar gente portando a triste esperança que
confunde. Quando a esperança está nesse estágio ela passa a ser uma
chave muito apropriada para abrir o portal do desespero.
Se a esperança confundir, em vez de esclarecer, o coração será um
abrigo perfeito a todo tipo sentimentos de derrota.
Imagina quem ainda não recebeu o que vem buscando nesses últimos
anos. Quem tem uma esperança que não confunde, certamente, sabe que
é possível e por isso vai continuar pedindo, buscando e batendo até
que Aquele que começou a boa obra a complete. A Esperança restaura
sentimentos porque acredita e sabe que não houve dia capaz de evitar
a noite, como não houve noite capaz de impedir o surgimento do dia.
Que tal um exemplo sobre gente que encarnou esse nível de esperança?
Bem, dentre tantos vamos mencionar Ana. (I Samuel 1:15) Essa mulher
poderia muito bem ser como muitos que conhecemos, que vivem
carregando uma esperança nutrida de meras fantasias. Esperam mas de
modo desacreditado. Vão à igreja, lêem a bíblica, praticam coisas
admiráveis, mas com uma esperança em cima de fatos horizontais
(lógica) e não vertical (fé) nunca saem do lugar. Ana não só tinha
esperança, mas permitiu que a esperança a tivesse também, por isso
entrou para a história como alguém que não vacila.
Ninguém deve viver pelo que sente, mas pelo que crê. E a pessoa pode
esperar sem crer, mas jamais crer sem esperar com paciência no
Senhor, sabendo que Ele vai se inclinar e ouvir a voz daquele que
sabe em quem está crendo.
Em cima disso podemos concluir que enquanto a fé gera possibilidades
a esperança gera probabilidades. Pois é essa esperança que reconhece
o deserto, mas não ignora o milagre; sabe muito bem que há esperança
para a árvore, pois, mesmo cortada, ainda se renovará, e não
cessarão os seus rebentos. Se envelhecer na terra a sua raiz, e no
chão morrer o seu tronco, ao cheiro das águas brotará e dará ramos
como a planta nova. (Jó 14: 7-9)
Pense nisso
Jorge Muller não pedia auxílio a outros, pedia
somente a Deus. Diz-se que ele por mais de vinte mil vezes foi-se
deitar, à noite, sem ter nada em casa para comer nem ele nem os seus
órfãos da instituição que cuidava. Quando alguém lhe perguntou se
conseguia dormir nessas circunstâncias, ele respondeu: "Todas as
vezes". E nunca faltou comida no dia seguinte para ele e para os
órfãos que chegaram a dois mil. Quando um amigo quis conhecer o
segredo de tanta fé, Jorge Muller, levantou a Bíblia e disse: "Tenho
lido este livro inteiro cem vezes. Conheço o Livro e conheço o Deus
do Livro".
Penso que isso basta para entender e querer uma
esperança que supera quaisquer obstáculos.
Shalon
Wilson Thinonin, pr
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