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JERÔNIMO SAVONAROLA
Introdução
Jerônimo de Savonarola era filho de pais letrados, porém mundanos. O
avô paterno dele era um famoso e influente médico na corte de duque
de Ferrara. Os pais de Jerônimo se esforçaram ao máximo para que ele
assumisse o lugar do avô, mas não conseguiram.
Desde de criança Jerônimo tinha o costume de orar, ao se tornar
adulto este desejo clamoroso da oração cresceu demasiadamente. Fora
influenciado diretamente pelos escritos de Tomaz de Aquino.
A igreja na Itália, propriamente em Florença, se entregava de forma
devasta a vícios, pecados e ostentação aos ricos. Todavia a
sociedade vivia um período de pobreza terrível. Tal realidade
incomodava e inquietava Jerônimo Savonarola.
Jerônimo chegou a namorar uma garota de Florença, mas ela se
demonstrou muito orgulhosa e desprezava a família dele. Após este
fato ele desistiu de se casar, assumiu uma vida monástica, pois
ficou enjoado com o mundo profano e pervertido a sua volta, marcado
por injustiças e desigualdades.
Ao chegar no convento não foi presunçoso pedindo o privilégio e
regalias de um monge, entretanto, solicitou que trabalhasse na
cozinha e na horta. A atitude de Jerônimo demonstrou humildade,
sinceridade e dedicação, tais características foram cruciais para o
colocarem como professor de filosofia do mosteiro.
A vida monástica contribuiu grandemente para que a devoção de
Savonarola para com Deus aumentasse. Jejum, oração, leitura,
contemplação e reflexão marcaram sua existência.
Morou sete anos no mosteiro de Bolongna e posteriormente foi
transferido para o convento de São Marcos, em Florença, onde ficou
mais de oito anos. Rapidamente se tornou o pregador oficial, tinha a
disposição toda biblioteca, entretanto se dedicava cada vez mais à
leitura exaustiva da Bíblia Sagrada.
As pregações de Jerônimo combatiam a desigualdade social, a
impiedade dentro da igreja e a frieza espiritual. Sua voz percorria
os lugares anunciando santidade ao Senhor, desafiando a Igreja a
viver Cristo Jesus, antes que sobrevenha grande vingança de Deus.
Conta-se que em um dado momento, no culto, Savonarola estava sentado
no púlpito quando lhe sobreveio uma visão, ficou imóvel por cinco
horas. Experiências como esta se tornaram comuns, o que impulsionava
Jerônimo a pregar com mais ousadia.
O número dos que vinham aos cultos foi aumentando rapidamente, há
relatos de pessoas que se levantavam à meia-noite e esperavam nas
ruas até a hora de abrir a Catedral de Duomo.
Lorenzo Medici, regente de Florença, tentou de todas as formas
possíveis desmotivar e fazer com que Savonarola parasse de pregar
sobre pecado e corrupção no governo e na igreja. Contrataram o Frei
Mariano para pregar contra Savonarola, mas ninguém lhe deu ouvidos.
Todas a tentativas foram em vão, nada conseguia calar esta chama que
Deus levantou para incendiar uma geração.
Jerônimo profetizou que Lorenzo, o Papa e o rei de Nápoles morreriam
no prazo de um ano, e assim aconteceu. Com a morte de Lorenzo,
Carlos VII, da França, invadiu a Itália, aumentando a influência de
Savonarola.
Gradativamente o povo abandonava a literatura mundana para ler a
Bíblia e os sermões de Jerônimo. Uma mudança radical imperou: os
ricos começaram a socorrer os pobres e oprimidos, as diferenças
sociais não mais separavam a Igreja. A vida cristã novamente estava
sendo resgata, o caráter de Cristo estava sendo evidenciado.
Ao longo dos anos, a Cadetral de Duomo ficou pequena. Multidões
vinham buscar a face de Deus e se arrependerem dos pecados.
Savonarola não viveu muito, foi excomungado e no ano 1498, por ordem
do Papa, foi enforcado e queimado em praça pública.
As últimas palavras de Jerônimo Savonarola foram: “O Senhor sofreu
tanto por mim!”.
Destruíram o corpo deste precursor da Grande Reforma, mas não
conseguiram apagar a chama de santidade e arrependimento que foi
posta na Igreja e no mundo.
Jerônimo Savonarola foi um dos maiores e mais dedicados mártires de
todos os tempos. Cumpriu com eficácia o propósito de Deus,
transformou um povo racional, corrupto, egoísta e orgulho em homens
e mulheres apaixonados por Cristo.
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